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Crítica do filme: "Me chame pelo seu nome"

"Descoberta, diversidade, autoconhecimento, muito romance e um toque brasileiro, marcam o filme: Me chame pelo seu nome"

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 O novo romance gay nos cinemas brasileiro, "Me chame pelo seu nome", é uma forte aposta ao Oscar 2018. O filme tem como nacionalidade: França, Itália, Estados Unidos e Brasil, isto mesmo, o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira e uma produtora brasileira ajudaram e financiaram parte do novo longa. Isto permite grandes chances do Brasil ter um representante na maior premiação do cinema, o Oscar.
 O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome do autor André Aciman, que conta os acontecimentos das férias de verão, no qual a família intelectualizada de Elio vai para sua propriedade no campo, e sempre leva consigo um acadêmico que durante a temporada em uma região multicultural (que fala inglês, francês e italiano) o pai de Elio especialista em cultura grego-romana possa ajudar em suas pesquisas. Em 1983, a família acolhe Oliver. No início, Elio pensa que Oliver é arrogante e que não gosta dele, mas com o passar do tempo, ambos vão se aproximando. 
Resultado de imagem para me chame pelo seu nome O filme é muito mais do que um romance gay, ele é uma obra de autoconhecimento. Elio, com seus 17 anos, está começando a encarar mais experiências na vida. E Oliver, também enfrenta essa jornada. Cada um do seu jeito. O longa basicamente trata do amadurecimento dos protagonistas. E nesse contexto, a sexualidade não é o ponto principal. 
 Podemos dizer que um dos pontos mais fortes do novo filme do diretor italiano, Luca Guadagnino, é a extrema beleza. Uma fotografia que vai desde os campos da Itália ao céu  com lindas imagens solares. A trilha sonora é mais um ponto positivo para o longa. A música: "Mystery of Love" tem grandes chances de concorrer a canção original.
 Timotheé Chalamet, que vem concorrendo a várias premiações, entrega um Elio sensível, com muitas dúvidas, e ao mesmo tempo com a ambição de enfrentar seus medos. O ator cativa em seu papel, assim como Armie Hammer consegue pela primeira vez se desvincular de um rosto bonito, para uma atuação de respeito.
 O ponto negativo, é que o roteiro não tem sustância para suas duas horas e doze minutos de filme, deixando o longa cansativo e lento.
 "Me chame pelo seu nome" é um filme de descobertas, diversidade, imagens belíssimas, e que trás um romance delicado e sensível.  

Trailer: 




 Obs. Nessa época de premiação, nossa equipe vai tentar ao máximo de deixar por dentro de todas as informações sobre o mundo cinematográfico. Acompanhe nossa página!

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