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Crítica do filme: "I, Tonya"


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"Atletismo, jogos olímpicos de invernos, feminismo, injustiça, e indicações ao Oscar marcam o filme 'I, Tonya'"

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O longa "I, Tonya", ou "Eu, Tonya" no Brasil está indicado ao Oscar 2018 em 3 categorias. Nova produção do diretor Craig Gillespie conta a cinebiografia da patinadora Tonya Harding de uma maneira sarcástica, debochada, com uma personagem um tanto egoísta, e principalmente com toques de ironia e drama que consegue machucar um pouco o gigante orgulho nacionalista americano. 
Tonya desde de criança se destacava na patinação artística do gelo, sendo assim um sonho de uma possível futura campeã olímpica norte-americana. Entretanto, por não gostar de seguir os tradicionais e "conservadores" estilos de patinação que conseguia vitórias acabou vendo sua carreira afundar antes mesmo de começar. Mas, com uma segunda chance Tonya resolve finalmente conseguir ganhar a medalha de ouro. O problema era que a atleta tinha o nome envolvido em um crime. Antes dos Jogos de Inverno de 1984, a forte concorrente foi agredida. Tonya, o seu ex-marido Jeff, e o seu segurança pessoal foram considerados culpados. 
Resultado de imagem para i tonyaO filme simula um documentário, no qual vai contando a verdadeira história da patinadora, mostrando a narrativa com suas tantas versões diferentes. O concorrente ao Oscar, também conta com uma excelente representação da época em quesitos de figurino, maquiagem, penteado, e cenário. E uma fotografia peculiar que te cativa.
Margot Robbie, indicada a Melhor Atriz, consegue fazer um trabalho incrível com o sotaque, e entrega uma atuação excelente. Allison Janney, que interpreta a mãe de Tonya e provavelmente a atriz que vai ganhar o Oscar de coadjuvante, tem uma atuação que faz com que parte do filme seja somente dela.
O longa ainda trata de alguns aspectos morais, como a relação abusiva e violenta de Tonya e Jeff, as injustiças no julgamento entre homens e mulheres, também crítica a valorização da aparência, a adoração das celebridades como se fossem sagradas, etc.
"Eu, Tonya" é o filme no qual não importa de Tonya é culpada ou não, vai muito além de composição simples, e por isso vale a pena!

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